Aluno do Olá, Turista! revela seus locais preferidos no Rio de Janeiro e defende aprendizado constante de idiomas
Cartão postal do Brasil no exterior, o Rio de Janeiro sediou em julho o sorteio dos grupos das eliminatórias para a Copa de 2014. Foi o primeiro teste para a cidade, que durante o Mundial receberá jogos no templo sagrado do futebol, o Maracanã, já escolhido como palco da final do torneio.
Em 2010, a cidade recebeu 1,6 milhão de turistas estrangeiros, alguns deles ciceroneados pelo consultor de marketing turístico, Carlos Augusto Stucky (foto). Aos 48 anos, ele cursou Espanhol no Olá, Turista! para ter mais contato com o idioma.Stucky, como gosta de ser chamado, afirma que a cidade tem inúmeras opções, para todos os gostos e costumes. Mas elege como verdadeiros campeões da preferência dos turistas estrangeiros a “dobradinha” Pão de Açúcar e Cristo Redentor – este último escolhido por votação internacional uma das 7 maravilhas do mundo moderno.
“São os clássicos, sem dúvida, os dois principais atrativos da cidade”, comenta ele, para quem as outras opções de lazer ‘curtidas’ pelos estrangeiros são bastante influenciadas por sua nacionalidade. “Os indianos adoram ir à Lapa e ao shopping centers. Já os canadenses, gostam de caminhar pelo Centro Histórico da cidade”, conta.
No Centro, aliás, Stucky enumera algumas opções sempre encantadoras para os turistas. “O Museu Nacional de Belas Artes, em especial, a ala de pintura brasileira, e o Real Gabinete Português de Leitura. Além da própria caminhada de ‘descobrimento’ do Centro Histórico”.
Perfil do turista
E, dependendo do perfil do turista e de seu tempo de permanência na cidade, o guia agrega outras opções. “Gosto de sugerir visitas às quadras de escolas de sambas menores”, explica, citando também o Jardim Botânico, a Prainha e Grumari como pontos igualmente interessantes.
Mas o passeio deve levar em conta o gosto do visitante. “Você não propõe uma visita histórica para jovens aventurosos. Propõe algo como a Prainha. E para idades mais avançadas, por exemplo, é complicado andar pelas ladeiras de Santa Teresa”, observa.
Mesmo que a cidade guarde inúmeras atrações, Stucky também não deixa de olhar o circuito ‘off Rio’. “Incluiria Petrópolis e Ilhas Tropicais [ilhas do litoral sul do estado] como boas opções de visita”, diz.
Ser poliglota é necessário
Não importa o passeio, para Carlos Augusto Stucky, o mais importante é estar preparado para lidar com diferentes culturas. E, nesse sentido, quanto mais noções o profissional de turismo tiver de outros idiomas, melhor.
“É uma condição indispensável para interagir devidamente com outras culturas. O que você diz é o que você é”, afirma ele, citando como exemplo os italianos, cuja repetição de “sim, sim... não” indica indecisão.
Como o Rio é cosmopolita, Stucky considera que a cidade exige esse tipo de percepção. “Inglês e espanhol é pré-requisito”, sentencia, lembrando outras línguas que poderão diferenciar ainda mais os profissionais da área, como russo, árabe e mandarim.
Hoje, após concluir o curso, ele se diz feliz ao conseguir se comunicar em espanhol com turistas. “Sem dúvida as lições me ajudaram muito”, comemora.

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